Arquivo mensais:dezembro 2017

ANPG e APGs mineiras se posicionam sobre a ação da PF na UFMG no dia de hoje

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (6) a Operação Esperança Equilibrista na UFMG, com o objetivo de apurar a não execução e o desvio de recursos públicos. O reitor Jaime Arturo Ramírez, a vice-presidente, Sandra Regina Goulart Almeida, o ex-reitor Clélio Campolina e mais alguns professores da universidade foram levados coercivamente pela PF para prestar depoimentos, em uma ação que fere os direitos de todos os cidadãos.

A ANPG se posiciona contra e alerta: “Estamos sofrendo uma tentativa de golpe na UFMG. Hoje pela manha o reitor Jaime e a vice reitora Sandra foram conduzidos pela policia federal sob acusação de desvio de recursos em obras relacionadas a um projeto sobre anistia executado pela UFMG. Jaime e Sandra são grandes progressistas, sabemos o que está em jogo. Essas ações da PF pretendem de desqualificar as gestões públicas com o tema da corrupção contribuindo para o debate de privatização das universidades. Não podemos nos calar diante do ataque à universidade pública! Não podemos aceitar a instrumentalização da justiça para interesses políticos e anti-nacionais!”, explicou a presidenta da entidade, Tamara Naiz.

Para o vice-presidente sudeste da ANPG, Laís Moreira muita coisa está em jogo: “O que aconteceu com a UFMG não pode ser tratado com normalidade,  é um ataque a reitora que recentemente foi eleita de maneira democrática mas principalmente, é um ataque a instituição. O que está em foco é deslegitimar a gestão da universidade pública e dos reitores mais progressistas. Precisamos nos posicionar! As APGs mineiras estão a postos para se somar a esta luta”, diz.

As pós-graduandas e os pós-graduandos da UFMG e ANPG estão mobilizados e junto com toda a diretoria da entidade escreveram uma nota sobre o assunto.

Leia a nota da ANPG

Nota sobre a ação da PF na UFMG

Hoje, logo pela manhã,  fomos surpreendidos pela notícia de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor, a vice-reitora, e mais seis pessoas em uma operação denominada de “Esperança Equilibrista”. A operação teria como alvo apurar desvios de recursos em obras no Memorial da Anistia, construído pela universidade.

A operação foi feita nos mesmos moldes da ocorrida na Universidade Federal de Santa Catarina, onde a Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e  o Tribunal de Contas da União (TCU), invadiram uma universidade numa operação midiática. Já sabemos o quão triste foi o desfecho desse  tipo de ação na UFSC, ocorrida em setembro deste ano.

O Reitor Jaime Arturo e a vice-reitora Sandra Goulart são democratas, progressistas e fortes defensores da universidade pública, por isso nos solidarizamos com eles e todos os professores conduzidos coercitivamente, pois sabemos o impacto que esse tipo de ação tem em suas vidas e carreiras como funcionários públicos. Não é razoável que, mesmo depois da trágica morte do reitor Cancellier (da UFSC), em outubro deste ano,  a PF não tenha mudado sua abordagem, já que manteve uma ação sem apuração em que não há suspeitos, mas há muita espetacularização. 

É preciso dizer que essa operação não é isolada, sabemos que o que está em jogo, essas ações da PF pretendem desqualificar as gestões públicas com o tema da corrupção, contribuindo para o debate de privatização das universidades, justamente num momento em que o próprio governo e organismos internacionais defendem a redução e a cobrança de mensalidade nas instituições públicas de ensino superior.

A ANPG e os pós-graduandos da UFMG estão mobilizados. Já havíamos denunciado, pela ocasião dos fatos na UFSC, que, neste momento  vivemos em um período de ataques às instituições públicas e tais práticas chegam mais uma vez à Universidade Pública Brasileira.

Afirmamos mais uma vez que continuaremos na defesa incansável da educação pública, gratuita e de qualidade e de mais investimento em pesquisa e desenvolvimento para que possamos superar esse conturbado momento da nossa história.

Reiteramos ainda nossa defesa pelo direito ao contraditório e da presunção de inocência para todos os indivíduos, garantidos pela constituição cidadã de 1988. Não podemos nos calar diante do ataque à universidade pública. Também não podemos aceitar a instrumentalização da justiça para interesses políticos e anti-nacionais!

Minas Gerais, 06 de dezembro de 2017

Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG)
APG UFVJM
APG UFU
APG FIOCRUZ
APG UFV
APG UFJF
APG UFOP

[Notícia extraída do seguinte endereço: http://www.anpg.org.br/anpg-posiciona-se-sobre-a-acao-da-pf-na-ufmg/]

8ª palestra do ciclo de Formação em Processos de Desenvolvimento Interpessoal e Profissional

Acolhendo sugestão da nossa colega Eliane Ferreira de Barros (Seção de Pessoal), estamos divulgando o seguinte evento:

Prezadas(os),

Já estão abertas as inscrições para a oitava e última palestra do ciclo Formação em Processos de Desenvolvimento Interpessoal e Profissional que será realizada no dia 19 de dezembroterça-feira, às 14hs, no auditório 1A, no 2º andar do CAD1, com o tema “O Perdão”. A palestra será ministrada por Etel Rossi.

As inscrições já podem ser realizadas: clique aqui ou acesse o endereço: https://goo.gl/hd6qap.

O Perdão

Perdoar é um processo neurofisiológico poderoso e profundo, capaz de promover cura e transformar vidas. A prática do perdão contribui para o desbloqueio emocional e facilita novas conquistas pessoais e profissionais. As questões relacionadas ao tema são vistas sempre pelo viés da religiosidade. A proposta do workshop do dia 19 é redirecionar o foco e trazê-lo para outro nível de consciência.

É uma grande oportunidade para fechar o ano de 2017 em grande estilo e iniciar um 2018 realmente novo e especial. Construa suas metas para 2018 e transforme seu sonho em realidade.

Palestrante: Etel Rossi é psicóloga, Master Coach e palestrante. Com mais de 20 anos de experiência em consultoria de RH, palestras motivacionais e atendimentos individuais. É também servidora da UFMG, atuou no ICB e no momento está lotada na Estação Ecológica.

Especialista em Saúde Mental e Trabalho. Pós-graduanda em Neurociências pela UFMG; MBA em Coaching pela FAAP – São Paulo. Também é hipnoterapeuta, grafóloga, Master Coach com certificação Internacional pelo BCI – Behavioral Coaching Institute e membro da Sociedade Brasileira de Coaching – SBC. Praticioner em PNL, com certificação internacional pela The Society of NLP™ e Richard Bandler®

Atenciosamente,

Carlos Henrique Neves Quadros
Setor de Tecnologia da Informação – Coordenadoria de Assuntos Comunitários.”

Engenharia busca seu melhor desempenho na ‘Fórmula 1 universitária’

Equipe de 40 alunos desenvolveu protótipo que disputa, até domingo, competição automobilística em Piracicaba
Lançamento do modelo TR05B
Modelo TR05B no lançamento oficial, em outubro
Facebook / Fórmula UFMG

Começa hoje, 30, a Fórmula SAE Brasil, competição em que equipes universitárias desenvolvem um protótipo de carro de Fórmula 1. Pela oitava vez, estudantes da Escola de Engenharia representam a UFMG na disputa, que prossegue até domingo, dia 3, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo, em Piracicaba (SP). O modelo desenvolvido pelo grupo é o TR05B.

Durante os quatro dias de competição, os carros enfrentam provas estáticas, apresentações técnicas do projeto e dinâmicas, com o protótipo na pista. A competição tem oito critérios de avaliação, e leva a melhor a equipe que somar mais pontos no total. Entre eles, estão design do protótipo, custo e manufatura, economia de combustível, provas de autocross (volta em percurso predefinido), aceleração e resistência e uma apresentação de marketing para clientes hipotéticos.

Meses antes da competição, os estudantes enviaram ao comitê organizador relatórios de custos, estrutura, atenuador de impactos e projeto. Os relatórios são examinados por engenheiros especialistas e valem como a primeira parte da avaliação dos protótipos. Durante a competição, nas provas estáticas, as equipes devem demonstrar que o carro corresponde à descrição feita no projeto. As provas dinâmicas são realizadas a partir do segundo dia do evento.

Orientada pelo professor do Departamento de Engenharia Mecânica Marco Túlio de Faria desde sua fundação, a equipe Fórmula UFMG é formada por cerca de 40 alunos dos cursos de engenharia da instituição. Sua oficina funciona no Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos, um grande galpão que abriga vários outros projetos de engenharia.

Salto de qualidade

Atual capitão da equipe, o estudante Hermano Naves, do oitavo período do curso de Engenharia Mecânica, integra a equipe há quatro anos. “De 2013 para 2014, houve uma troca de pessoal muito grande. Na época, a gente começou a desenvolver alguns projetos como o câmbio de transmissão, e foi o primeiro ano em que realizamos toda a transmissão do carro. Mesmo assim, faltava muita coisa, mais organização de testes e recursos. Olhando para trás, é absurdo o salto de qualidade que a equipe deu. É completamente diferente o nosso know-how hoje de projeto teórico, domínio de software, domínio e qualidade de fabricação do carro”, comenta.

Neste ano, a equipe conseguiu ultrapassar a meta estipulada de 30 testes antes da competição. “Geralmente não passavam de 15 testes”, lembra Hermano. “No dia 6 de outubro, mais precisamente às 5h41 da manhã, a gente fez o primeiro teste com o TR05B, uma volta na rua que fica atrás do CPH. Aumentamos não só o número, mas também o rendimento dos testes, com maior organização (deixamos o carro pronto um dia antes e saímos bem cedo de manhã para aproveitar o dia todo de trabalho) e melhor definição das funções dos integrantes”, informou. “Quanto mais testa, mais você quebra o carro. Se o piloto anda em condições adversas, seu desempenho melhora. A ideia é justamente que ele quebre nos testes para que seja feita a correção e a falha não ocorra durante a competição.”

Pilotos
Os pilotos da Fórmula SAE também devem ser universitários. A equipe da UFMG contará com quatro condutores, que disputarão quatro provas dinâmicas, sendo um veterano, com dois campeonatos disputados, e os outros que experimentarão pela primeira vez uma volta na pista de Piracicaba, que pode atingir a temperatura de 70ºC, nos dias mais quentes.

Oficina da equipe, últimos ajustes no carro antes da competição foram feitos nesta semana

Últimos ajustes no TR05B antes da competição foram realizados nesta semana
Raíssa César / UFMG

A seleção combina análises subjetivas e técnicas: são levados em conta o desempenho e a dedicação do membro na equipe e o desempenho em baterias de kart. Outro fator decisivo é a combinação de tamanho e peso do piloto. O piloto de maior estatura da equipe mede 1,75m – pessoas com mais de 1,80m têm dificuldades para entrar e se acomodar no carro. Todos pesam na faixa de 70kg.

Fórmula UFMG
Fundada em 2008 por alunos de Engenharia Mecânica, a equipe participa anualmente da Fórmula SAE Brasil, proporcionando aos integrantes a aplicação prática dos conhecimentos obtidos durante a graduação. Na temporada de 2015, a equipe ficou em quarto lugar na classificação geral, superando a sétima colocação do ano anterior. Agora, o objetivo da equipe é alcançar o pódio, classificando-se, assim, para as competições internacionais.

Conciliando estudos e as atividades na equipe por praticamente toda sua graduação, Hermano Naves considera a vivência na equipe uma oportunidade única. “Gosto de dizer que a Fórmula é um grande laboratório na faculdade. Aqui você põe sua criatividade e ideias em prática. Mesmo na indústria, é difícil partir do zero, com a necessidade de vai elaborar, desenhar, simular, construir, testar e validar. Aqui, fazemos isso em um ano. Os alunos das engenharias têm uma grande oportunidade de crescer”, analisa.

Parte da equipe formada por 38 alunos
Parte da equipe de cerca de 40 alunos envolvida no projeto
Raíssa César / UFMG

Garimpando talentos
A Fórmula SAE, assim como as outras provas promovidas pela Society of Automotive Engineers, tem o objetivo de propiciar aos estudantes de engenharia a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, desenvolvendo um projeto completo e construindo um carro do tipo Fórmula.

A competição teve início nos Estados Unidos, em 1981, e foi impulsionada pelas montadoras General Motors, Ford e Chrysler, que viram nela uma chance de garimpar novos engenheiros para suas equipes. Com o passar dos anos, outras empresas se uniram às três e, além de contratar alunos, ainda desenvolveram produtos específicos para o Fórmula SAE.

Criada em 2004, a Fórmula SAE Brasil chega à décima quarta edição. Só em 2016, reuniu mais de 1 mil estudantes. As equipes mais bem classificadas ganham o direito de representar o Brasil em duas competições internacionais realizadas nos EUA. Além do Brasil, versões nacionais do desafio são realizados na Austrália, Itália, Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos.

Ferdinando Marcos

(Sugestão enviada pela nossa colega Eliane Barros, da Seção de Pessoal)