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Engenharia busca seu melhor desempenho na ‘Fórmula 1 universitária’

Equipe de 40 alunos desenvolveu protótipo que disputa, até domingo, competição automobilística em Piracicaba
Lançamento do modelo TR05B
Modelo TR05B no lançamento oficial, em outubro
Facebook / Fórmula UFMG

Começa hoje, 30, a Fórmula SAE Brasil, competição em que equipes universitárias desenvolvem um protótipo de carro de Fórmula 1. Pela oitava vez, estudantes da Escola de Engenharia representam a UFMG na disputa, que prossegue até domingo, dia 3, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo, em Piracicaba (SP). O modelo desenvolvido pelo grupo é o TR05B.

Durante os quatro dias de competição, os carros enfrentam provas estáticas, apresentações técnicas do projeto e dinâmicas, com o protótipo na pista. A competição tem oito critérios de avaliação, e leva a melhor a equipe que somar mais pontos no total. Entre eles, estão design do protótipo, custo e manufatura, economia de combustível, provas de autocross (volta em percurso predefinido), aceleração e resistência e uma apresentação de marketing para clientes hipotéticos.

Meses antes da competição, os estudantes enviaram ao comitê organizador relatórios de custos, estrutura, atenuador de impactos e projeto. Os relatórios são examinados por engenheiros especialistas e valem como a primeira parte da avaliação dos protótipos. Durante a competição, nas provas estáticas, as equipes devem demonstrar que o carro corresponde à descrição feita no projeto. As provas dinâmicas são realizadas a partir do segundo dia do evento.

Orientada pelo professor do Departamento de Engenharia Mecânica Marco Túlio de Faria desde sua fundação, a equipe Fórmula UFMG é formada por cerca de 40 alunos dos cursos de engenharia da instituição. Sua oficina funciona no Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos, um grande galpão que abriga vários outros projetos de engenharia.

Salto de qualidade

Atual capitão da equipe, o estudante Hermano Naves, do oitavo período do curso de Engenharia Mecânica, integra a equipe há quatro anos. “De 2013 para 2014, houve uma troca de pessoal muito grande. Na época, a gente começou a desenvolver alguns projetos como o câmbio de transmissão, e foi o primeiro ano em que realizamos toda a transmissão do carro. Mesmo assim, faltava muita coisa, mais organização de testes e recursos. Olhando para trás, é absurdo o salto de qualidade que a equipe deu. É completamente diferente o nosso know-how hoje de projeto teórico, domínio de software, domínio e qualidade de fabricação do carro”, comenta.

Neste ano, a equipe conseguiu ultrapassar a meta estipulada de 30 testes antes da competição. “Geralmente não passavam de 15 testes”, lembra Hermano. “No dia 6 de outubro, mais precisamente às 5h41 da manhã, a gente fez o primeiro teste com o TR05B, uma volta na rua que fica atrás do CPH. Aumentamos não só o número, mas também o rendimento dos testes, com maior organização (deixamos o carro pronto um dia antes e saímos bem cedo de manhã para aproveitar o dia todo de trabalho) e melhor definição das funções dos integrantes”, informou. “Quanto mais testa, mais você quebra o carro. Se o piloto anda em condições adversas, seu desempenho melhora. A ideia é justamente que ele quebre nos testes para que seja feita a correção e a falha não ocorra durante a competição.”

Pilotos
Os pilotos da Fórmula SAE também devem ser universitários. A equipe da UFMG contará com quatro condutores, que disputarão quatro provas dinâmicas, sendo um veterano, com dois campeonatos disputados, e os outros que experimentarão pela primeira vez uma volta na pista de Piracicaba, que pode atingir a temperatura de 70ºC, nos dias mais quentes.

Oficina da equipe, últimos ajustes no carro antes da competição foram feitos nesta semana

Últimos ajustes no TR05B antes da competição foram realizados nesta semana
Raíssa César / UFMG

A seleção combina análises subjetivas e técnicas: são levados em conta o desempenho e a dedicação do membro na equipe e o desempenho em baterias de kart. Outro fator decisivo é a combinação de tamanho e peso do piloto. O piloto de maior estatura da equipe mede 1,75m – pessoas com mais de 1,80m têm dificuldades para entrar e se acomodar no carro. Todos pesam na faixa de 70kg.

Fórmula UFMG
Fundada em 2008 por alunos de Engenharia Mecânica, a equipe participa anualmente da Fórmula SAE Brasil, proporcionando aos integrantes a aplicação prática dos conhecimentos obtidos durante a graduação. Na temporada de 2015, a equipe ficou em quarto lugar na classificação geral, superando a sétima colocação do ano anterior. Agora, o objetivo da equipe é alcançar o pódio, classificando-se, assim, para as competições internacionais.

Conciliando estudos e as atividades na equipe por praticamente toda sua graduação, Hermano Naves considera a vivência na equipe uma oportunidade única. “Gosto de dizer que a Fórmula é um grande laboratório na faculdade. Aqui você põe sua criatividade e ideias em prática. Mesmo na indústria, é difícil partir do zero, com a necessidade de vai elaborar, desenhar, simular, construir, testar e validar. Aqui, fazemos isso em um ano. Os alunos das engenharias têm uma grande oportunidade de crescer”, analisa.

Parte da equipe formada por 38 alunos
Parte da equipe de cerca de 40 alunos envolvida no projeto
Raíssa César / UFMG

Garimpando talentos
A Fórmula SAE, assim como as outras provas promovidas pela Society of Automotive Engineers, tem o objetivo de propiciar aos estudantes de engenharia a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, desenvolvendo um projeto completo e construindo um carro do tipo Fórmula.

A competição teve início nos Estados Unidos, em 1981, e foi impulsionada pelas montadoras General Motors, Ford e Chrysler, que viram nela uma chance de garimpar novos engenheiros para suas equipes. Com o passar dos anos, outras empresas se uniram às três e, além de contratar alunos, ainda desenvolveram produtos específicos para o Fórmula SAE.

Criada em 2004, a Fórmula SAE Brasil chega à décima quarta edição. Só em 2016, reuniu mais de 1 mil estudantes. As equipes mais bem classificadas ganham o direito de representar o Brasil em duas competições internacionais realizadas nos EUA. Além do Brasil, versões nacionais do desafio são realizados na Austrália, Itália, Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos.

Ferdinando Marcos

(Sugestão enviada pela nossa colega Eliane Barros, da Seção de Pessoal)

Servidor: entidades contra MP 805 que eleva alíquota para 14%

Os dois principais fóruns que representam o conjunto de servidores federais (Fonasefe e Fonacate) vão à Justiça contra o congelamento de reajustes previstos em lei. O alvo principal é a derrubada da Medida Provisória (MP) 805/17, que impõe o aumento de 11% para 14% da alíquota previdenciária e deve atingir 711.446 servidores da União. Desse total, 472.597 são da ativa e 238.849 aposentados.

A MP abrangerá quem ganha mais de R$ 5.531,31 (que é o teto do INSS) e começa a valer a partir de fevereiro (pois como se trata de contribuição social, a eficácia é após 90 dias da publicação da MP). A elevação da contribuição é mais uma das ações de ajustes do governo Temer para o Orçamento de 2018, com previsão de déficit de R$ 159 bilhões.

As assessorias jurídicas das duas entidades se reuniram para definir ações que vão questionar as decisões do governo. O aumento da alíquota previdenciária também está é questionada por outras entidades nacionais (Federações e Confederações), incluindo a Condsef/Fenadsef, que vão ingressar como ‘amici curiae’ em duas ADIns já ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), e que estão sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.

Ricardo Lewandowski é relator de açõesDivulgação

O movimento contra a MP 805 está tomando corpo em todos os estados. Outras entidades de base, como o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Estado do Rio (Sisejufe), que também vão ingressar com ações coletivas em primeiras instâncias no Judiciário para questionar o aumento da alíquota para 14%, assim como o congelamento de reajustes previstos em Lei.

As ações envolvem o envio de denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) pela violação da Convenção 151 que trata da negociação coletiva no setor público e já ratificada pelo Brasil. A OIT será alertada sobre o descumprimento dos acordos celebrados com diversas entidades com esta decisão de congelamento salarial que prejudica milhares de servidores em todo o país.

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O Fonasefe e Fonacate também pretendem discutir a jornada de lutas, movimento que vai acontecer em Brasília entre os dias 27 e 29 desse mês. No dia 27 haverá audiência pública com tema “O serviço público que queremos”, na qual as entidades planejam entregar documento à lideranças da Câmara e do Senado exigindo o não prosseguimento e a não aprovação de projetos que atacam os servidores. O foco é a MP 805. Mas também serão discutidas o PLS 116/17 que facilita perseguições políticas a servidores prevendo demissões e a Reforma da Previdência.

Inconstitucional 

O Fonasefe e Fonacates devem entregar um memorial no Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade da EC 95/16 que prevê congelamento de investimentos públicos por pelo menos vinte anos. As entidades argumentam que essa emenda engessa o setor público. O Estado nega acesso e atendimento público de qualidade à população que dele depende e tem direito.

Cálculos

A Condsef/Fenadsef recomenda que os servidores que tiverem dúvidas ou entenderem que houve erro de cálculo na contagem para incorporação de gratificação nas aposentadorias devem procurar os sindicatos filiados à entidade nos estados. A recomendação é buscar o quanto antes para assegurar o direito que as Leis firmadas a partir do acordo assinado em 2015 garantem.

[Extraído de http://odia.ig.com.br/economia/2017-11-20/servidor-entidades-contra-mp-805-que-eleva-aliquota-para-14.html]

Servidoras da Escola de Engenharia participam do II Festival Iranti 2017 (Semana da Consciência Negra)

20 de Novembro: Dia da Consciência Negra – Participação das Funcionárias da Escola de Engenharia no II Festival Iranti 2017 – Assufemg

 

Nadir Rodrigues dos Santos (*)

O Dia da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira.

O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.

Neste ano, mais uma vez, as funcionárias da Escola de Engenharia, Ângela – Seção de Pessoal; Isabel – Engenharia de Minas; Nadir – Seção de Patrimônio; Sras. Eunice e Neide – Aposentadas; participaram do Desfile do II Festival Iranti, organizado pela Associação dos Servidores da UFMG –  Assufemg.

Neste Festival, foram abordados temas como a luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira, o negro na sociedade nacional, inserção do negro no mercado de trabalho, discriminação, identificação de etnias, o desfile, dentre outras atividades.

Este Festival mostrou a  inserção dos negros na sociedade. Seus talentos, competência e acima de tudo, seu amor próprio. No desfile,  vimos a beleza negra: rara, forte e única.

Queremos registrar nossos agradecimentos:

1) ao Prof. Cícero Murta,  Diretor da Escola de Engenharia, pela seu apoio e sensibilidade;

2) Sr. Edmilson – Logística, pela liberação do fotógrafo da Engenharia;

3) ao Leonardo Chalub – Técnico Audiovisual, pelo excelente trabalho e carinho. As fotos ficaram lindas!!!

Esperamos que no ano de 2018, a Engenharia possa ter mais representantes negros e que a cada dia possamos mudar a nossa história para melhor.

(*) Nadir Rodrigues dos Santos – Assistente Administrativo – Chefe da Seção de Patrimônio. Graduada em Pedagogia/UEMG e Biblioteconomia/UFMG.

(Fotos: Leonardo Chalub)