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Capacitação de docentes é também responsabilidade institucional, afirmam especialistas em evento na UFMG
A conquista de um “pacote de habilidades” necessárias ao professor universitário é caminho que não deve ser trilhado individualmente, pois envolve também a responsabilidade institucional, enfatizou na tarde desta terça-feira, 5, em mesa-redonda no campus Pampulha, a professora Eliana Amaral, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela citou a própria experiência e iniciativas da Unicamp nessa área, ao falar das tendências na avaliação do mérito acadêmico do ensino.
Também participaram da mesa-redonda Valorização da docência e do professor universitário o pró-reitor de Graduação, Ricardo Takahashi, o coordenador da pós-graduação em Comunicação Social da UFMG, Elton Antunes, e Cristina Alvim, presidente da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UFMG.
O evento foi acompanhado por professores, diretores de unidade, chefes de departamento, coordenadores de colegiado e membros dos Núcleos Docentes Estruturantes (NDE), órgãos de apoio aos colegiados.
Cristina Alvim comentou que a mesa-redonda é parte das atividades da CPA, em cujos encontros tem sido percebido “um sentimento de profunda desvalorização do trabalho docente na graduação, o que trouxe o desejo de sair desse lugar de sofrimento para ir a lugar de propostas”.
Diretora de Avaliação Institucional da UFMG, Cristina Alvim mostrou resultados de questionário do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), respondido pelos alunos em 2013 e 2014. Segundo ela, os dados demonstram que a Universidade não aparece tão bem na avaliação dos alunos nas áreas de planejamento de ensino e articulação de teoria e prática.
Perfis
Eliana Amaral apontou as múltiplas exigências que se apresentam ao professor universitário, relacionadas ao ensino, à pesquisa, à extensão, à administração e ao papel social. “Nós embarcamos nessa aventura que é ser docente, mas precisamos de ajuda para continuar”, ponderou a pesquisadora, que se familiarizou com a análise do ensino inicialmente em seu departamento, tendo participado posteriormente de reforma curricular do curso de Medicina na Unicamp, em 2001, e hoje integra Comissão de Valorização Docente.
Em sua opinião, a valorização só pode ocorrer quando há aceitação e reconhecimento dos diferentes perfis de professores, com um sistema de avaliação docente que seja responsivo a essas diferenças. Para a professora da Unicamp, o ensino deve ser visto como uma vertente da carreira e, para ter status, precisa ser reconhecido como produção intelectual valorizada pelos órgãos de fomento. Defende, contudo, a necessidade, nas instituições, de estruturas que estimulem uma “reflexão coletiva para a ação”, com reconhecimento de mérito por produtos coletivos.
Em concordância, o pró-reitor de graduação da UFMG, Ricardo Takahashi, apontou a necessidade de se construir fórmulas fundadas em um trabalho coletivo, pois “a aposta no mérito individual vai dificultar muito as tarefas que as instituições têm pela frente nessa área”.
Takahashi também vê a necessidade de construir fóruns de debate que permitam reconhecer o trabalho do ensino, instituindo uma “reflexão sistemática” sobre a docência.
Para o pró-reitor, é fundamental que o exercício de apontar rumos para a docência “se traduza na tarefa de inventar uma universidade à altura das necessidades da sociedade brasileira”, em que haja, por exemplo, “intelectuais públicos” capazes de abordar temas relevantes não apenas dentro da sua restrita área de atuação.
Coordenador da pós-graduação em Comunicação Social da UFMG, Elton Antunes avalia que o trabalho docente tem sido uma “atividade muito solitária”, vista pela própria Universidade como espaço privado. “É preciso tirar a docência desse espaço atomizado e sistematizar experiências”, afirmou. O professor do Departamento de Comunicação Social lembrou que as decisões na Universidade são tomadas pelos próprios professores, embora “pareça estar nas mãos de outros pensar a questão pedagógica”.
(Notícia extraída do seguinte endereço: https://www.ufmg.br/online/arquivos/042890.shtml)
‘Varal de Poesias’ da Assufemg inscreve até quinta-feira
Varal de Poesias e Cordéis, uma das atividades que integram o Festival Rosas de Abril, da Assumfemg, recebe até esta quinta-feira, 7 de abril, produções literárias da comunidade da UFMG. O evento será realizado de 26 a 28 de abril, na Praça de Serviços.
Cada interessado poderá inscrever até dez poemas. Mais informações sobre as inscrições podem ser obtidas no site da Associação.
O Varal de Poesias e Cordéis busca dar visibilidade à criação poética de servidores da UFMG. Nesta edição, haverá recitação dos poemas apresentados e participação da contadora de histórias e escritora Beatriz Mirrha, do escritor Fernando Schivinato e do cordelista Olegário Alfredo.
(Notícia extraída do seguinte endereço: https://www.ufmg.br/online/arquivos/042873.shtml)
Campus Pampulha será aberto para lazer neste domingo; idosos vão contar com programação especial
A UFMG volta a abrir os portões do campus Pampulha para o lazer, no próximo dia 3, na primeira edição do ano do projeto Domingo no campus, ocasião em que o gramado da Reitoria e o bosque da Escola de Música se transformam em espaços de lazer. O campus estará aberto a partir das 8h.
Pela primeira vez, o público da terceira idade será contemplado com programação especial: a Clínica de minitênis, em que bolsistas e voluntários – alunos da graduação em Educação Física – oferecerão aulas de minitênis e auxiliarão os participantes durante toda a programação. “A intenção é aproximar os idosos dessa modalidade, incentivando sua prática em um ambiente descontraído”, explica o professor Franco Noce, coordenador do programa Atividade Física e Saúde do Idoso da UFMG. A oficina será realizada das 9h às 13h, no gramado da Reitoria.
No mesmo horário, no bosque da Música, serão oferecidas atividades variadas, como explica o professor Luciano Pereira da Silva, coordenador do projeto Tô de boa, tô no campus, idealizado pelo Centro Esportivo Universitário e organizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET): “O Tô de boa é um projeto de extensão que oferece atividades recreativas aos sábados, no campus Pampulha. Neste ano também vamos participar das quatro edições doDomingo no campus, oferecendo atividades físicas, de lazer, culturais e oficinas que atendam a todas as idades”.
E para quem deseja aprender a andar de bicicleta, haverá oficina, das 10h às 13h, com a equipe da rede de ciclistas voluntários Bike Anjo.
De acordo com a pró-reitora de Extensão, Benigna Maria de Oliveira, o evento vem consolidar a vocação desse espaço como ambiente de convivência aberto a todos os públicos. No campus, a comunidade caminha, anda de bicicleta, faz piquenique e pratica atividades recreativas e de lazer. “Nosso objetivo é promover a apropriação do campus pela comunidade, contribuindo para que a UFMG se integre à vida cotidiana da cidade”, comenta.
A programação está disponível na internet.
(Com Assessoria de Comunicação da Proex)
(Notícia extraída do seguinte endereço: https://www.ufmg.br/online/arquivos/042767.shtml)

